sábado, 30 de agosto de 2014

A Ilha do Conhecimento

Até que ponto podemos conhecer? Chegará uma hora em que, diante da avalanche de conhecimento, o ser humano vai achar que não há nada a conhecer? E, caso contrário, quando tudo for conhecido, o que o homem pode fazer neste mundo a ser construído??





Estas são perguntas que atormentam o físico e astrônomo carioca Marcelo Gleiser e foram magistralmente colocadas e tentadas a serem respondidas em seu último livro intitulado ILHA DO CONHECIMENTO (ed. Record; 364 páginas, 52 reais, ou 36 reais na versão digital). Ele chega a uma conclusão inquietante: o mais provável é que não haja, jamais, como explicar tudo que nos circunda. Em suma, JAMAIS PODEREMOS ENTENDER E COMPREENDER O MUNDO EM QUE VIVEMOS.

O livro do físico é dividido em três partes:

  • na primeira, relaciona os esforços humanos para tentar compreender, por meio da física clássica, o mundo macroscópico ao nosso redor,
  • na segunda, o autor migra ara o micro, o das partículas que não podemos ver, mas cuja existência é atestada em fórmulas matemáticas e nos efeitos que esses tijolos microscópicos causam no mundo
Nestas duas primeiras partes, o autor está à vontade, pois discute assuntos de seu metier. Explica, com muito desenvoltura, como mentes brilhantes observaram  o mundo, encarando o céu - símbolo máximo do mistério da existència, e de nossa pequenez diante del - com a dúvida característica do olhar científico. Trata, ora de forma didática, ora pela via filosófica, das teses de Platão, Tycho Brahe, Galileu Galilei, Albert Einstein. Na sequência, mostra como os gênios modernos procuram explicar o microscópico, atividade em que a física clássica é descartada para dar lugar à física quântica, reino de teorias que mostram quão complexa poder ser a realidade. Na lista de formulações que para o leigo parecem mirabolantes estão a supersimetria, a teoria das cordas e a ideia do multiverso.


  • na terceira parte, tenta estudar formulações e tentativas de estudar nossa própria mente. Nesta parte, talvez devido a sua formação teórica de técnico em ciências eminentemente exatas, peca e comete seus deslizes, não deixando espaço para questionamentos, assim como de explicações convincentes.
Mesmo assim, sua obra merece ser lida, pois agrega valor e enseja o questionamento sobre a questão primeira: o que somos, o que conhecemos (Epistemologia) e até que ponto chegamos a conhecer. Merece ser lida e refletida.

7o. ENCONTRO PRESENCIAL DO CURSO EDUCAÇÃO INCLUSIVA DA UNESP

Das 08h00 às 12h00, realizamos o 7o. Encontro Presencial do Curso de Educação Inclusiva da UNESP.
A temática foi o ensino colaborativo e co-ensino, uma tendência moderna surgida nos últimos cinco (05) anos. Com ela em mente, a pauta foi a seguinte:


  • Informes Gerais,
  • Atividade 1: Aquecimento: Dinâmica É DANDO QUE SE RECEBE,
  • Atividade 2: Trabalho Colaborativo,
  • Intervalo,
  • Atividade 3: Mural Colaborativo,
  • Atividade 4: Vídeo: "Diversidade e Deficiências"

O que mais foi discutido e gerou muitas discussões, foi a análise do texto VOO SOLIDÁRIO de Fábio Otuzi Broto que disponibilizo abaixo:


Quando os gansos selvagens voam em formação "V", eles o fazem a uma velocidade até 70% maior do que se estivessem voando sozinhos. Eles partilham a liderança.

Quando o ganso que está no ápice do "V" se cansa, ele passa para trás da formação e outro se adiant para assumir a liderança.

Os gansos mais fortes ajudam os mais fracos. Quando um deles, por doença, fraqueza ou cansaço, sai da formação, outro s aproxima dele para ajudá-lo e protegê-lo.

Ref. BROTO, Fábio Otuzi. Voo Solidário. In: __________ (Org.). JOGOS COOPERATIVOS: se o importante é competir, o fundamental é cooperar. São Paulo, CEPEUSP, 1993.

Todo educador de Educação Especial deveria espelhar-se no exemplo dos gansos, para, com sua atitude proativa e de alteridade, embasar, sustentar e apoiar os alunos especiais. Na comunidade escolar, todos deveriam ajudar-se, desempenhando a liderança, mas sem os famosos "chiliques" e "síndrome do pequeno poder". Deveriam compartilhar tarefas, ajudar os mais fracos (intelectualmente falando), para que todos os educandos cheguem a ter uma educação de qualidade que todos têm direito.


FOTOS DO ENCONTRO:








terça-feira, 5 de agosto de 2014

LINGUAGEM ARDILOSA e ENGANADORA






Como apreciador de um bom filme, assisti a NEBRASKA, na semana passada. Dirigido por Alexander Payne (Sidewalks - Entre umas e outras, Os Descendentes), ele por ser definido como um filme que  trata do tema da "propaganda enganosa". Isto porque trata do drama do idoso (Bruce Dern) que torna obcecado por ganhar um prêmio oferecido por uma revista (não é dito, mas subentende-se que trata-se da Reader´s Digest, que lança, sazonalmente, este tipo de premiação em suas páginas, com prêmios que alcançam, em reais, R$100.000,00 ou mais). Como a propaganda da premiação é fragorosamente enganosa, todos percebem tal engodo, (nunca uma revista daria tal quantia como prêmio por nada !!!) inclusive o filho do idoso, Will Forte, este quer dissuadir o pai de tal loucura - sair de onde está (estado de Montana) até Nebraska, onde receberia tal prêmio.

O filme trata da velhice, já com a saúde debilitada, amargurado e descuidado da leitura e percepção de que está sendo escandalosamente enganado. Todavia, como o filho embarca nesta "furada", para dar apoio ao pai, encontrará nesta odisseia uma oportunidade de resgatar o relacionamento profundamente deteriorado com seu genitor. Desta forma, ao se aproximar dele, para conseguir o "certificado do prêmio", termina por perpetrar uma boa ação de reatação de relacionamento pai-filho.


FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE SALA DE LEITURA (PAUTA DE FORMAÇÃO)


Passamos o dia de hoje (05.08.14), das 08h30min às 17h30min, na Diretoria de Ensino Leste/Campinas, estudando tópicos relativos à Formação de Professores da Sala de Leitura, segundo semestre de 2014.




"Quando pensamos nas atividades que, efetivamente, se fazem com os textos (Textos já produzidos ou em processo de construção), veremos que essas atividades constituem, na maioria dos casos, interfaces entre ler e escrever. (...) Se pensarmos em todos os tipos de atividades que podem ser desenvolvidas com os textos e a propósito dos textos, veremos que passamos da fala à leitura, da leitura à escrita, da escrita à fala e voltamos a ler, de maneira natural, circulando pela língua escrita (...)" (FERREIRO, 2010, p. 145-146)

Os objetivos do encontro foram:


  1. Divulgar o Programa Sala de Leitura e destacar a importância das parcerias a serem firmadas internamente nas UEs;
  2. Oferecer sugestões de atividades e orientá-las, de modo que promovam aprendizagens bem sucedidas, tendo como referência os materiais de apoio ao Currículo da SEE/SP;
  3. Proporcionar momentos de estudo e reflexão sobre a prática docente em uma sala de leitura;
  4. Fomentar ideias e discussões a respeito da Sala de Leitura para que todos, ao trabalharem neste espaço, possam dinamizá-lo de forma a transformá-lo efetivamente em um local de práticas de vida cotidiana, seja no aspecto informativo, literário, cultural e/ou social.
  5. Realizar oficinal para auxiliar os professores na elaboração de propostas de trabalho para a Sala de Leitura, visando ao Multiletramento e ao Protagonismo Juvenil.
Atividade 1: Acolhimento

  1. Recepção aos professores;
  2. Leitura inicial compartilhada (A última crônica - Fernando Sabino)
Atividade 2: Para refletir

  1. "Sobre Leitura e a formação de leitores: Qual é a chave que se espera?" (Kátia Lomba Bräkling)
  2. Sala de Leitura: espaço para aprofundar capacidades de compreensão;
  3. Oficina: aplicando uma sequência didática;
  4. Socialização;
  5. As possibilidades de mediação na Sala de Leitura;
COFFEE-BREAK

Atividade 3: Conhecendo mais sobre o Programa

  1. Organização do espaço;
  2. InfoPrisma;
  3. Espaços para socialização;
  4. Apresentação vídeo "O que deu certo"


PAUSA PARA O ALMOÇO



Atividade 4: Vídeo
  1. A importância do ato de ler;
  2. Informativos

Atividade 5: Oficinas

  1. Leitura dos artigos para Leitura;
  2. Síntese;
  3. Socialização;
  4. Dinâmica;
  5. Vídeo: "Bruxa, Bruxa, venha à minha festa"

Atividade 6: Avaliação


ENCERRAMENTO



VIAJAR PELA LEITURA

Viajar pela leitura
sem rumo, sem intenção 
Só para viver a aventura
que é ter um livro nas mãos
É uma pena que só saiba disso
quem gosta de ler.
Experimente!
Assim sem compromisso,
você vai me entender
Mergulhe de cabeça
na imaginação
CLARICE PACHECO


FOTOS DO ENCONTRO:






















domingo, 3 de agosto de 2014

Femininos são retratos da época - Mestrado da UFRN fala sobre a categorização do gênero em Português





Em 2011, quando assumiu a presidência, Dilma Rousseff levantou uma discussão política e morfossintática: como iria ser chamada a primeira mulher a ocupar esse cargo na história do Brasil, "presidenta" ou "presidente"?

Aceitando ou não que a alteração dos usos linguísticos pode contribuir para um mundo mais igualitário, o fato é que Dilma não está sozinha em suas reflexões e incertezas tanto políticas quando morfológicas. Na Suécia, por exemplo, desde 2012, se intensifica o uso do pronome pessoal de gênero neutro hen - que pode ser usado em vez de "ele" (han em sueco) e "ela" (hon). Além de atenuar a distinção entre indivíduos de diferentes gêneros, o uso desse neutro revela maior sensibilidade com as pessoas que não se identificam em exclusivo com o gênero masculino ou feminino. Ou, em outras palavras, o politicamente correto, o pansexualismo transborda da politica para a linguística. E aí de quem for contra esta percepção e escolha.

O pesquisador José da Luz Costa escreveu a dissertação Princípios de Categorização do Gênero Gramatical: Para uma leitura crítica no ensino do português - um resumo desse trabalho foi publicado em Funcionalismo e Ensino da Gramática, organizado pelas professoras Angélica Furtado e Maria Alice Tavares (EDUFRN, 2007; uma primeira versão do artigo está disponível em <bit.ly/1i4bY5Y).


ICONICIDADE


Sob a perspectiva givoniana (do funcionalista norte-americano Talmy Givón), Costa analisou exemplos retirados de textos da imprensa escrita nacional, e, com base neles, postulou três mecanismos reguladores da flexão do gênero em português:

a) Analogia;
b) Iconicidade e marcação;
c) Prototopia.

O trabalho de José da Luz Costa, ao analisar pormenorizadamente o fenômeno, acaba por evidenciar o grau de simplificação com que as gramáticas tradicionais abordam o gênero gramatical e sua relação, quando é o caso, com o sexo do referente.

Pretendendo homogeneizar os usos por força de instrumentos reguladores coercitivos, corre-se o sério risco de defender uma língua monolítica, que não acompanha os avanços sociais. As línguas naturais refletem uma categorização que o homem faz da realidade por meio de uma base cognitiva (perceptual) e social (cultural). Como a marcação de gênero não foge à regra, esperamos, sinceramente, deparar-nos, cada vez mais, com "presidentas" espalhadas por aí, que não somente subvertam a categoria gramatical, mas também desempenhem com garra, capacidade, isenção e ardor patriótico, sem desmandos e corrupção, seu cargo a que foi eleita, sem importar-se com firúnculas que nada levam.




sábado, 26 de julho de 2014

6o. ENCONTRO PRESENCIAL DO CURSO EDUCAÇÃO INCLUSIVA DA UNESP

Debaixo de chuva, e com o tempo muito nublado, tivemos o 6o. Encontro Presencial do Curso Educação Inclusiva da Unesp na Diretoria de Ensino Leste de Campinas/SP.


PAUTA

a) Informes Gerais,
b) Análise de um filme sobre a relação entre comunidade, escola e família,
c) Pensando sobre a Pesquisa,
d) Encerramento: "quem quer pão" (dinâmica da massagem).


A análise do filme, tendo como palestrantes um professor da Unicamp e da Unisinos (Universidade do RG Sul), versou sobre a participação fundamental da família na vida escolar do educando. A chamada parceria família x escola. Foram pontuados os seguintes temas: a) articulação dos pais na escola, b) gestão democrática plena, c) a articulação dos pais junto à escola, através do conhecimento do PPP (Projeto Politico Pedagógico), d) as famílias devem envolver-se com e na escola, para que seus filhos tenham um ensino significativo e de qualidade. Tematizaram os itens: necessidade da escola prover um ensino significativo da língua portuguesa (falada e escrita) na norma culta, para o acesso dos alunos aos bens culturais, assim como de matemática, química e fisica (ciências da natureza).

Tivemos um momento especial, através de análise de outros TCC (trabalho de conclusão de curso) de outros alunos que já elaboraram o trabalho, sob a forma do resumo dos mesmos. Como estamos em etapa da confecção dele, necessitamos de subsídios para sua elaboração. Analisamos as possíveis falhas/acertos destes exemplos, sob três enfoques:

a) Tema,
b) Objetivo,
c) Metodologia,
d) Resultados.

Foi esclarecido que, no próximo dia 16.08, teremos a primeira prova presencial do curso, abarcando os conteúdos programáticos das disciplinas de EE (Educação Especial):

D1 - DIVERSIDADE E CULTURA INCLUSIVA

Cultura inclusiva, diversidade e diferença,
Obstáculos à cultura inclusiva e desigualdades sociais
Educação inclusiva e desenvolvimento de todos os estudantes
Marcos internacionais e nacional da Educação inclusiva
Educação Inclusiva: conceito, princípios e valores
Fundamentos históricos: da exclusão à inclusão escolar
Terminologias da Educação especial na perspectiva da Educação inclusiva

D2 - POLÍTICAS PÚBLICAS: EDUCAÇÃO ESPECIAL E INCLUSIVA

Papel dos Direitos Humanos na legislação
Marcos históricos da escolarização da pessoa com deficiência
Declaração de Salamanca
Conferência Mundial sobre Educação Para Todos
Direitos das pessoas com deficiências
Marcos históricos e Politica Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência
Serviço Pedagógico Educacional Especializado - SAPE
Objetivos principais do SAPE e do CAPE
Mudanças na legislação ao longo da história para a garantia da inclusão escolar
Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva e legislação nacional e do estado de SP sobre o atendimento educacional especializado do estudante público alvo da Educação Especial

D3 - GESTÃO DEMOCRÁTICA E PROJETO PEDAGÓGICO

Papel dos Professores de EE e de Classe comum na elaboração do PPP
Participação do Estudante na gestão democrática
PPP - conceito e suas dimensões
Adequações na ação pedagógica
Papel da família
características do PPP num sistema inclusivo
Construção do Projeto Politico Pedagógico
Gestão Participativa

Fotos do Encontro:










sábado, 5 de julho de 2014

5o. ENCONTRO PRESENCIAL DO CURSO EDUCAÇÃO INCLUSIVA DA UNESP

Embora nossas férias ainda não tenham terminado, tivemos o 5o. encontro presencial do curso Educação Inclusiva, elaborado pela UNESP neste sábado, dia 05.07.14. Foi um encontro eminentemente técnico, visto ter sido utilizado para discussão de casos práticos. Vejamos a pauta da reunião.

ATIVIDADE 1 - AQUECIMENTO - ESCRAVOS DE JÓ

Foi-nos proposto que brincássemos o conhecido jogo infantil ESCRAVOS DE JÓ, no qual temos de passar objetos uns para com os outros. O objetivo oculto desta atividade era fomentar o caráter colaborativo, verificar como alguns colegas se apressam em passar o objeto, enquanto cantam a música. O caráter do trabalho em equipe foi ressaltado em todos os pontos. A sincronização de nossas tarefas pedagógicas, assim como o comprometimento foram abordados pelos demais colegas.

ATIVIDADE 2 - COMPROMISSO ÉTICO COM A EDUCAÇÃO - PPP

Cada equipe ficou encarregada de um "case" especial, para ser analisado à luz da Educação Inclusiva. Coube-nos o caso no. 6, no qual um aluno com problemas de cognição, e mal avaliado pela escola encontra problemas de relacionamento na sala de aula. Qual providência daríamos e qual solução encontraríamos para este problema? Houve uma discussão profícua por todos os grupos.

ATIVIDADE 3 - PPP ANIMADO

O assunto PPP (Projeto Político Pedagógico) foi, novamente, abordado. Assistimos a um desenho animado no qual duas situações distintas se desenhavam: uma escola copiava descaradamente o projeto Gestão (não conhecia o nome técnico PPP) de um ano para outro (o famoso CTRL C+ CTRLV), sem se importar com o caráter democrático, isto é, sem fomentar discussões que levantassem as necessidades deste espaço escolar. O gestor era autoritário, impondo a alguns poucos professores facilmente manipulados, seu "plano gestão".
Já em outra situação, outra gestora reuniu em uma quadra esportiva da escola TODOS os componentes da escola (funcionários da limpeza, merenda, professores, gestores), e, deste modo, iniciou a discussão pública do PPP. Houve colaboração de todos quanto ao que se esperava deste contrato coletivo de trabalho, e também contribuições sobre o que ele deveria contemplar - reformulação da biblioteca, implantação de uma escola inclusiva e aberta, fácil acessibilidade para alunos carentes, etc.

Discutimos, em workshop, o que elas tinham de semelhança ou dissemelhança, assim como expectativas da escola.

ATIVIDADE 4 - FINALIZAÇÃO - VÍDEO A PESCA OU A PESCARIA INESQUECÍVEL

Coroando o trabalho, assistimos a um vídeo que abordava a ética profissional, através de um powerpoint que discutia como um pai, ao convidar um filho para pescar, vê-se na situação de obrigar o filho a soltar o PEIXÃO pescado por este último, pois o horário oficial de pesca ainda não estava inaugurado. Mas questões éticas foram suscitadas: ninguém vê, pai, posso ficar com o peixão, pois tenho certeza de que NUNCA conseguirei pegar um igual a este, vc é meu pai, e dará guarida a este ato meu, pois eu mereço.
Estas discussões foram trabalhadas no âmbito escolar e da politica educacional inclusiva. Todos os grupos contribuíram para um fechamento substancial.


ESTAREMOS DE VOLTA AO 6o. ENCONTRO DIA 26.07!

Fotos do encontro:









sexta-feira, 4 de julho de 2014

OITO SÉCULOS DE LÍNGUA PORTUGUESA





Em 27 de junho deste ano (2014), a língua portuguesa faz um aniversário redondo: 8 séculos de escrita, isto porque considera-se o seu nascimento quando há documentos comprobatórios de sua existência. Falar deste evento é muito significativo para mim, enquanto estudioso e professor da Língua Portuguesa, e não deixa de saltar aos olhos o fato de o português ter ganho registro oficial com um escrito de 800 anos CRAVADOS.

Fato simbólico, mais que histórico. Os estudiosos têm dificuldade de determinar, entre os manuscritos da Idade Média, a identidade de texto exclusivo em português, não mais híbrido do latim-galego. Talvez por isso um critério que ganha espaço seja o institucional - o momento em que o Estado português começou a utilizar a língua portuguesa, não mais o latim, em seus despachos cotidianos. Embora, entre os documentos de particulares, os mais antigos textos no idioma seja a Notícia de Fiadores (1175), de Paio Soares Romeu, a Anotação de Despesas, de Pedro Parada e o Pacto entre Gomes Dias e Ramiro Pais, considera-se que o português começou, oficialmente, a ser usado com o Testamento de D. Afonso II, de 27 de junho de 1214. Daí o aniversário e a razão deste post comemorativo a esta data.

Ana Maria Martins, estudiosa da Universidade de Lisboa, tem estudo esclarecedor, que reporto a seguir: "O primeiro século do português escrito" (http://www.clul.ul.pt/files/ana_maria_martins/Martins-PrimeiroSeculo.pdf).Antes de 1255, os documentos particulares eram as notícias e os testamentos, como a Notícia do Torto, do mesmo ano do Testamento. "Notícia" era um gênero diplomático usado para registrar fatos úteis à memória - em geral, um inventário de eventos ou itens contábeis, como lista de oficiais do exército, de queijos de um mosteiro, de fiadores, dívidas, atos jurídicos, etc.

Nessa linha, de 1175 a 1255, há 30 escritos em português. Em começo de reinado, D. Dinis generalizaria a escrita portuguesa na chancelaria régia, em 1279. Mas só nas décadas finais daquele século cresceria a produção de documentos em português.

Tendo o horizonte tomado por um dado simbólico com ares de histórico, chego a pensar no futuro deste nosso idioma, tendo como pano de fundo os estudos que estou levando a cabo no Mestrado em Educação, sob o tema - Língua Falada x Língua Escrita - suas mudanças dentro dos aspectos diacrônicos, diatópicos, diastrático e diamésico. Importante termos estes termos em mente para podermos compreendê-la melhor, como estudiosos do assunto!

FINALIZAÇÃO DE SEMESTRE DO CURSO DE MESTRADO EM EDUCAÇÃO - UNISAL

Finalizamos, com uma reunião festiva, nosso semestre (3o) do Mestrado em Educação UNISAL. Para tanto, fomos comemorar este momento de alegria no salão de festas da profa. Dra. Malu (Maria Luísa Bisotto) em Piracicaba/SP. Foi um momento muito divertido pois, além de estarmos comemorando as alegrias (ou tristezas???) da Copa do Mundo 2014, pudemos compartilhar experiências, e histórias de vida que, às vezes, não é possível em um momento de aula. Fomos brindados com uma deliciosa feijoada pela anfitriã. Cada um levou sua prenda, pois, ao final do encontro, nossa colega Lúcia fez a recitação dos números do bingo. Algumas colegas felizardas receberam vários brindes (eu não!!!) Zé Maria, companheiro de Malu, participou deste momento gostoso, também. Com sua conversa inteligente e despretensiosa, conseguiu deixar-nos à vontade. Vamos esperar que possamos ter mais destas celebrações de congraçamento e alegria!

Fotos do encontro:




segunda-feira, 16 de junho de 2014

BLOOMSDAY (ULYSSES) - JAMES JOYCE




Hoje é um dia muito especial. É dia de relembrar o escritor James Joyce, que situou sua estupenda obra literária intitulada ULYSSES em 16 de Junho de 1904. Precisamente neste dia, o protagonista Leopold Bloom perambula pelas ruas de Dublin (Irlanda), pensando em Molly. E foi neste dia que Joyce, também, saiu pela primeira vez com Nora, sua companheira de uma vida toda.

Não custa lembrar o plot e a importância capital deste romance para a Literatura moderna. Ulisses (Ulysses no original), é um romance do escritor irlandês James Joyce (1882-1941) 1914 e 1921 em Trieste (Itália), Zurique (Suíça) e Paris (França) e publicado no ano seguinte nesta cidade. Por descrever, em diversos pontos, aspectos da fisiologia humana então considerados impublicáveis, o livro foi censurado em diversos países, como nos Estados Unidos e no Reino Unido.

. Foi composto entre
"Ulisses" adapta a Odisseia de Homero, condensando a viagem de Odisseu (na pessoa do agente de publicidade Leopold Bloom) em 24 horas, entre os dias 15 e 16 de junho de 1904.

Os dezoito capítulos do livro:
Telemachia:
  1. Telêmaco
  2. Nestor
  3. Proteus
Odisseia:
  1. Calipso
  2. Os lotófagos
  3. Hades
  4. Éolo
  5. Lestrigões
  6. Cila e Caribdis
  7. Os rochedos falantes
  8. As sereias
  9. Ciclope
  10. Nausícaa
  11. O gado do sol
  12. Circe
Nostos:
  1. Eumeu
  2. Ítaca
  3. Penélope

O culto ao livro de Joyce levou à criação do Bloomsday, comemoração celebrada na Irlanda e em várias outras partes do mundo no dia 16 de junho. Em Dublin, os fãs da obra refazem o percurso dos personagens Stephen Dedalus e Leopold Bloom pelas ruas da cidade conforme descritas por Joyce.

Infelizmente, alguns escritores modernos (PAULO COELHO, grande escritor de livros de auto-ajuda) atacaram no momento presente a grande obra de James Joyce, alegando que nada entendeu desta literatura e que não entende o porquê de o autor ter grande apreço e consideração modernas. Veja a este respeito: http://literatortura.com/2012/08/paulo-coelho-diz-que-ulysses-james-joyce-fez-mal-a-literatura/. Não importa. Literatura com "L" maiúsculo faz mal a certas mentes, razão pela qual são atacadas ...

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Diário de Bordo – VC 11/06/2014 Mediação e Linguagem “Linguagem e animação”

Tivemos, no dia 11.06.14, das 11h00 às 12h30, nas dependências da Rede do Saber – EE Joaquim Ferreira Lima (Rua Profº João N. Ferraz, 30 – Vila Trinta e um de Março), mais um encontro visando à capacitação de professores para empoderá-los e poderem repassar aos alunos noções de outras linguagens, no caso, animação, stop motion e outros do tipo.
A profa. Roseli Cordeiro iniciou o encontro lendo uma lenda africana, a fim de contextualizar o encontro. Lopo após, o prof. Giba, ou Gilberto Caron, deu seguimento à capacitação, historicizando a história da imagem em movimento através dos séculos. Enfocou o inicio com os irmãos Lumiére na França, no século XIX. Enfocou o nascimento da imagem no cinema, no ano de 1835. Falou sobre o que seja o zootrópico, montagem da figura de um cavalo em movimento.
Partimos, posteriormente, para um workshop, através de oficinas visualizadas via internet. Houve a construção de conhecimentos e partilha com outras D.E de Guaratinguetá, São João da Boa Vista e da Zona Norte de São Paulo. Foram momentos de troca de saberes, com ênfase especial na Diretoria de Americana, que já produz filmes e consegue um trabalho avançado no imbricamento de Linguagem e Animação.
Finalizando o encontro, a Profa. Roseli Cordeiro leu outra fábula sobre a guerra entre formigas e minhocas, ressaltando um ponto de reflexão.

Fotos do encontro:




Escola onde se realizou o encontro de Capacitação EE Joaquim
Ferreira Lima

Grupo de professores presentes ao encontro

Outra visão de grupo de professores presentes
 ao encontro de Capacitação

Momento de escuta do prof. Giba Caron

quinta-feira, 5 de junho de 2014

IX CONGRESSO CIENTÍFICO FHO/UNIARARAS "DESAFIOS DE VIVER NO SÉCULO XXI"


Ontem (04.06), fizemos as apresentações orais e sob a forma de pôster na UNIARARAS (Fundação Herminio Ometto), na cidade de Araras/SP, conforme o cronograma abaixo:


Colegas Mestrandos da UNISAL

Estou ao fundo, à direita, apresentando meu pôster à julgadora da Uniararas
Trabalhos da UNISAL apresentados no Congresso
Profa. Keila e Prof. Tadeu apresentação comunicação oral

Momento de troca de saberes na apresentação oral: cuidadosa escuta das críticas
dos profs. julgadores do trabalho