segunda-feira, 10 de março de 2014

VOLUNTARIADO NO LAR DOS VELHINHOS DE CAMPINAS/SP



Foto alusiva ao primeiro aniversário de fundação do LAR DOS VELHINHOS DE CAMPINAS/SP



Como parte de nosso trabalho de MESTRADO EM EDUCAÇÃO, devemos desenvolver boas práticas sociais. Em razão disto, visitamos no dia 13 de Janeiro de 2014 visando a este fim. O Lar dos Velhinhos de Campinas foi o local escolhido para visitação. Foi fundado em 1904 no Bairro hoje denominado BAIRRO PROOST DE SOUZA, em Campinas. Sempre empenhou em dar acolhida aos desassistidos pela fortuna, especialmente no termo de suas vidas, quer por problemas financeiros, quer por problemas de incompatibilidade entre os membros familiares. Ele se divide em duas alas: a paga, por idosos que podem custear, in totum, sua estada, tendo, em retorno, uma infraestrutura mais completa, podendo seus familiares visitá-los quando queiram e também a ala pública. Esta última tem restrições, como controle de dias de visitas, doações de alimentos e vestuários são sempre bem vindos, pois dependem de doações públicas e privadas (FEAC de Campinas é uma sustentadora deste local) para continuar e existir. Foi com este espírito de solidariedade que nós, alunos do MESTRADO DA UNISAL, profs. Tadeu Giatti, Sônia Ferrari e Keila Mourana resolver visitar o local. As fotos logo abaixo dão uma ideia da alegria que os internos sentiram ao serem lembrados, visitados e acolhidos por pessoas extra-lar dos velhinhos. Pudemos sentir muita alegria em estar fazendo esta caridade, e também ter recebido AMOR destas pessoas que, no final de suas vidas, se veem em uma situação de precariedade tanto financeira como emocional.
Esperamos poder retornar a visitá-los, e convidamos a todos a fazerem o mesmo!

Entrada principal do Lar dos Velhinhos


ABAIXO FOTOS DESTA AVENTURA DE ENCONTRO DE GERAÇÕES OCORRIDA EM 13.01.14:

Fotos Lar Dos Velhinhos de Campinas by Unentbehrlich

quinta-feira, 6 de março de 2014

WELTSEELE e WELTGEIST







Espírito do Mundo e Espírito da Alma, trabalho magistral de Rudolf Grassmann



Nós, estudiosos de Filosofia e Linguagem, deparamo-nos, frequentemente, com conceitos e ideias que nos fazem questionar sobre a real necessidade de se obter uma conceituação prévia antes de adentrarmos nossos estudos. Pois bem. Gostaria hoje de discutir dois conceitos em alemão que permeiam nossos textos, nossos trabalhos sobre a língua escrita e falada, que são: a) WELTSEELE e b) WELTGEIST. 
Como não poderia deixar de ser, tão somente o gênio germânico, frio, estudioso e focado estudou e nos deixou preciosas achegas sobre a diferença fulcral entre estes dois conceitos. O objetivo deste tópico é, justamente, analisar sob à luz da filosofia e da linguagem o que sejam estes dois conceitos que, aparentemente antagônicos, se completam e se nutrem.

Alma do Mundo (WELTSEELE)

O termo Alma do Mundo é o adotado por vários filósofos , a alma do mundo , ou seja, a vida individual e princípio espiritual que é eficaz em todas as coisas e também das almas individuais das quais são as partes ou emanações. Como o espírito mundo ( razão universal , o mundo )entende-se o conceito de Deus é frequentemente considerado como um do mundo, a princípio formando um ente espiritual que a tudo permeia e envolve.
Deste modo, na filosofia bramista, alma do mundo pode determinar o Brahman, os Upanishads (cf. Deussen , gen . Gesch . D Philos . 2 I, 179) O conceito alma do mundo também aparece depois de Platão. Ele é criado pelo demiurgo, isto é, aquele que TUDO CRIA, e existe no corpo de mundo, ele reconhece tudo por ele consiste de uma indivisível e divisível. Ela é a Bewegerin do mundo, isto é, o MOTOR CONDUTOR( Tim. 34). Ou no original em grego:  "Psiques de eis em Meson theis autou dia pantos te kai eti Eteine ​​exôthen para Soma Aute periekalypse descongelado , kai kyklô dÊ kyklon strephomenon ouranon hena monon Eremon katestêse , di ' aretên de Auton Hauto dynamenon xyngignesthai kai oudenos heterou prosdeomenon , gnôrimon de kai Philo hikanôs Auton carro dia panta dÊ tauta eudaimona theon Auton egennêsato" (Tim. 34). De acordo com a doutrina dos estóicos , a alma do mundo é o pneuma, aquilo que anima tudo. » Animans est mundus ... rationis composque " (Cicer., De nat . Deor . II , 8). Zoon galinha ho kosmos kai psiques ousian mian mian epechon (M. Aurélio , na ips. IV , 40 VI , VII 40, 9). Como uma emanação do "espírito", como a unidade de almas individuais, como Bildenerin (representação) o mundo é denominado por Plotino  como mundo - alma: Zoa epoiêse panta empneusasa autois Zoen ... ekosmêsen Aute ... Kinei ... poiei Zen(no original grego) (Enn,1, 2) .
A alma do mundo toma feições maniqueístas.Orígenes diz: " universo mundum Velut quoddam animais immensum atque puto opinandum immane , quod quasi una de anima, virtute ac ratione Dei teneatur " (De princ I, 1 , 3.). Não podemos deixaar de citar o conceito de uma alma geral, que AVERROIS, filósofo árabe faz com o Espírito Santo.  A alma do mundo de Abelardo também identifica com o Espírito Santo. Para que também determina Wilhelm CONCHES : " Anima mundi est naturalis vigor, quo res tantum habent quaedam moveri , quaedam crescere , quaedam sentire , quaedam discernere " ( em Stöckl I , 216 ) . Para BERNARDO DE Chartres é a alma do mundo que anima a matéria , uma emanação do espírito divino .

A " spiritus mundi "  é ensinada como "quinta essência " por AGRIPPA ( philos Occ. I, 14). A " anima mundi " é " vita quaedam unica , Replens omnia , perfundens omnia , omnia colli gens et connectens , ut UNAM Reddat totius mundi machinam " (De occ . Philos II , 57) . Da mesma forma ensina Cardanus (De sutil. ) , F. ZORZI (De Harmon. Mouth. 1.525 ) , Patritius ( Panpsych. IV , 54 ff Panarch . XI ). CAMPANELLA . De acordo com ele , a alma do mundo é um instrumento de Deus, agindo de acordo com as idéias divinas ( De sens . Rer . II , III 32, 1 ss.) Como " anima universalis " denota e consubstancia Deus ANDREAS CAESALPINUS ( Quaest. peripat . 1.571 ) . Anima o mundo ( ver d) GIORD . BRUNO ( Del l' infin . P. 25 , 67 e segs. De La Causa ) . A " CALOR vitalis " " anima quase " do mundo ensina Gassendi ( Phys. sct . IV , 8). De acordo com R. Fludd , a alma do mundo é a metade mental, metade física , anima todos os elementos é a fonte de almas individuais ( histor utriusque cosmi , C. 9 f . ) » Animam ... vocamus eam unionem Seu mixtionem , FACTA quae est entre effluxum Illum . aeternum , ac subtilissimum mundi spiritum ipsius praesentia creatum " ( Philos. mos sct .. II , 1, 4). Um mundo espiritual ordenação lá depois SHAFTESBURY ( A moralidade. III , 1). CHR . Thomasius explica: " O Espírito é uma força , ou seja, uma coisa que pode existir sem a intervenção da matéria em que todas as coisas materia metálicos são movidos e que este também é o movimento , ela se estende , dividido, unida , compacta , atrai , por si só encontros, iluminados, aquecidos, resfriados , penetra, com uma palavras, atua na matéria e sua forma associada é " ( verso de Wes . espírito d 1709. , pp 75, 97) . Em uma alma do mundo acredita GOETHE ( WW II , 224) . A causa das estruturas orgânicas e inorgânicas considerado a alma do mundo SAL . MAIMON (Ex. d alma do mundo , Berl. Aufklär Jornal f . VIII , 1790) . Segundo Schelling , a alma do mundo é o princípio geral de que " mantém a Kontinutität do inorgânico e orgânico do mundo e de toda a natureza para um organismo geral ligado " (Ww I 4 , 569) . JJ Wagner explica: " A encarnação viva do Absoluto é o mundo, e é a este respeito , o Absoluto é vitalidade pura ou alma do mundo " ( sistema d Ideal Philos S. XLIX .). Após GIOBERTI o mundo tem uma alma tão inteligível . Schopenhauer explica, " alma do mundo é a vontade , o mundo espiritual , o puro sujeito do conhecimento " (New Paralipom § 472. ) . Como o espírito do mundo FECHNER beirava a divindade ( Zend-Av. I, 288) . Após Czolbe as sensações e sentimentos "do mundo físico individuais e , portanto, também os cérebros de humanos e animais penetram espaço ilimitado em que eles são considerados o conteúdo estático , como , força de fixação invisível mortos escondidos em todos os lugares , por movimentos específicos do cérebro como a vida, forças desmatadas ou desencadeadas tomada de consciência " (Gr. u Orig . menschl d. Erk . p. 200).  A este conteúdo espiritual da sala chamava Czolbe Alma do Mundo ( lc pp 201 e segs. ) A mente não é uma função do sistema nervoso , mas consiste em uma manifestação puramente mecânicas do mundo - alma independente , que só transmite o sistema nervoso ( lc pp 209) . " A alma do homem é a soma do cérebro causada por atividades de sensações e sentimentos da alma do mundo juntos e juntou-se nos mesmos novamente desaparecendo imagens de mosaico " ( LCP 210) . Um espírito universal que existe, de acordo com M. venezianos ( ver pampsiquismo ) , pp Brassai , BACKHAUS ( d essência Hum . P. 80 ), etc Após a EMERSON " Oversoul " abrange todas as coisas ( Ensaios , pp 86 e ss. ) Veja M. MESSER , Soul Modern 1903, pp 34, 41 , 109, 130

Através deste pequeno ensaio vemos a importância dos conceitos alma do mundo (Weltseele) e alma do espírito (Weltgeist) que são, em,grande parte, confundidos e usados de maneira errônea tanto na filosofia como na filosofia da linguagem.



Poesia de Rafael alusiva ao Weltseele e Weltgeist



sábado, 1 de março de 2014

SHAKESPEARE E A SÉRIE AMERICANA HOUSE OF CARDS

FRASES DE FRANCIS UNDERWOOD NO SERIADO HOUSE OF CARDS:


" OS AMIGOS SE TORNAM OS PIORES INIMIGOS"

"ELE ESCOLHEU O DINHEIRO EM VEZ DO PODER, UM ERRO QUE QUASE TODOS COMETEM. DINHEIRO É A MACMANSÃO QUE COMEÇA A DESMORONAR EM DEZ ANOS. O PODER É O EDIFÍCIO DE PEDRA QUE RESISTE EM PÉ POR SÉCULOS"

"ESTENDA SUA MÃO DIREITA, MAS SEGURE SEMPRE UMA PEDRA NA ESQUERDA"

" O PODER É COMO O MERCADO IMOBILIÁRIO. LOCALIZAÇÃO É TUDO. QUANTO MAIS PERTO VOCÊ ESTÁ DA FONTE DELE, MAIOR O VALOR DE SUA PROPRIEDADE"

"È  ASSIM QUE VOCÊ DEVORA UMA BALEIA, UMA MORDIDA POR VEZ"

"UM GRANDE HOMEM CERTA VEZ DISSE QUE TUDO TEM A VER COM SEXO. EXCETO O SEXO. O SEXO TEM A VER COM PODER"



Shakespeare - 1564-1616


TRADUÇÃO DO SONETO XXIX  DE SHAKESPEARE

~ Soneto 29 ~

Quando, malquisto da fortuna e do homem,
Comigo a sós lamento o meu estado,
E lanço aos céus os ais que me consomem,
E olhando para mim maldigo o fado;

Vendo outro ser mais rico de esperança,
Invejando seu porte e os seus amigos;
Se invejo de um a arte, outro a bonança,
Descontente dos sonhos mais antigos;

Se, desprezado e cheio de amargura,
Penso um momento em vós logo, feliz,
Como a ave que abre as asas para a altura,

Esqueço a lama que o meu ser maldiz:
Pois tão doce é lembrar o que valeis
Que está sorte eu não troco nem com reis.

William Shakespeare


William Shakespeare, considerado como o autor de peças, poemas e dramas mais famoso da história literária pelo crítico americano Harold Bloom, quem diria, foi aggiornato e readaptado, especialmente em seu conteúdo de peças satíricas políticas, especialmente na série americana House of Cards.
A série retrata os bastidores politicos do capitólio americano em Washington, no qual o congressista americano Francis Underwood (Kevin Spacey) e sua mulher, Claire (Robin Wright) perpetuam uma obra-prima da armação política. O desencadeador da trama ocorre quando o ressentido Underwood é posto à prova quando vê frustrada sua nomeação como Secretário de Estado pelo novo presidente que ajudou a eleger. Neste contexto, Underwood vale-se tanto da demagogia como da difamação para punir o chefe-de-estado, não obstante posar-se como um aliado fidedigno e cordato. Last, but not least, manipula as mazelas de um deputado alcoólatr a fim de obter o que tanto colima: o cargo de vice-presidente dos U.S.A.
Constatamos que, nesta série, existe uma reencarnação de Lady Macbeth, personagem que instiga o marido a fim de lançar uma violenta escalada para retirar o rei da Escócia, no caso, dos Estados Unidos, sob a forma atualizada vista pela série. "Um pouco de água lavará nossa evidência de culpa" diz a personagem central da tragédia Macbeth. Claire também procura lavar os crimes cometidos pelo marido.
A ideia central desta série é ministrar uma aula magna sobre os efeitos do pragmatismo - ou, se quiser do cinismo - na política (entenda política americana como a brasileira, como, sobejamente, temos vistos nos tristes dias modernos).
Neste sentido, Shakespeare é a maior referência, pois seus escritos retrataram tais desmandos, opressão dos governantes de plantão contra o povo na época elisabetana. O vilão Underwood é um cruzamento híbrido de outros dois célebres vilões. Do rei monstruoso que protagoniza Richard III , ele extrai a prática de eliminar quem represente óbices a sua ascensão política. Do Iago de Otelo, outra peça de Shakespeare, absorve o uso tático da mentira, outra prática tão corriqueira na pobre vida política da terra tupiniquim.
É inquestionável que Shakespeare pode e deve ser lido e relido nos diferentes contextos políticos de várias épocas. Estamos falando de um autor que viveu acerca de quase quatrocentos anos (em 2016 celebramos esta data de seu aniversário) e que, não obstante o tempo, tem sua obra reconhecida como atualizada, reinterpretada de acordo com as novas tendências de várias épocas.


citação da peça shakespeariana Richard III, Act 1, Scene 1 



domingo, 9 de fevereiro de 2014

Olhares sobre educação, segundo Saviani e Freire

Um dos aspectos que, em Educação, se discute, e muito, com respeito aos ideológicos pedagógicos, é se existe compatibilidade entre o pensamento de Demerval Saviani e Paulo Freire. Ou, em outras palavras, se eles dialogam, trocam pontos de vista comum ou não. Este excelente artigo de um  blog elucida esta questão de maneira magistral. Senão vejamos:

Olhares sobre educação, segundo Saviani e Freire

Quando se busca entender educação, com base em Demerval Saviani e Paulo Freire, nota-se que suas visões se opõem, contradizem-se, por partirem de premissas filosóficas divergentes, embora ambos concebam tal processo partindo de um ponto nuclear – o homem – para derivar outros.

Para Saviani, a educação (enquanto natureza) parte de um processo de trabalho, ou melhor, constitui-se um. Conforme ele mesmo lembra, o homem é um ser que, constantemente, produz para depois (re) produzir, sendo este produto dado pelo trabalho. É a partir deste movimento histórico que os humanos fazem cultura, e a fazem coletivamente. Daí porque se diz que ao homem cabe adaptar a natureza, transformá-la, é para se dizer que suas necessidades são as suas sabedorias.

Nesse sentido, Demerval pensa a educação como, também, uma atividade produtiva, dentro das culturas que os homens coletivizam. Para ele, tudo passa pela produção da existência humana, pressuposto que coloca o homem num processo permanente de trabalho para garantia da sobrevivência. Dentro deste ato de produzir, Saviani então coloca as expressões trabalho material e trabalho não-material, para se referir à questão dos bens.

Para justificar a primeira, o autor lembra dos bens materiais, necessários à subsistência material de cada indivíduo; em relação à segunda, fala dos saberes e/ou produtos subjetivos, ou seja, as idéias, artes, os conceitos, valores, símbolos, hábitos, habilidades etc. E aqui Demerval inclui a educação.

Assim, Saviani pressupõe o ato de educar como um ato produtivo e consumível, ao mesmo tempo. No caso do ensino em sala de aula, por exemplo, afirma ser o professor um produtor (neste caso do conhecimento; atividade não-material), aquele que está produzindo para o consumo dos educandos.

Diferentemente do primeiro teórico, Paulo Freire entende a educação como um ato gnosiológico. Em outras palavras, Freire parte da idéia de reciprocidade, ganho mútuo, interação. Para ele o homem é um ser em construção, não importando a posição na qual esteja. Por estarem no e serem do mundo e pelas suas incompletudes, os homens carecem de relações, na medida em que suas necessidades são comuns, que há convergência. No caso do ensino em sala de aula, outra vez, professor e alunos – segundo Freire – aprendem, interagem, crescem. E o fazem porque problematizam (mais que se transmitem) conteúdos sobre os quais se co-intecionam. Aqui não há, pois, um sujeito, condutor, produtor e os outros objetos, passivos, só aprendizes; a rigor, todos são sujeitos, sujeitos cognoscentes – que aprendem mutuamente.

Para Paulo Freire, o homem é um ser consciente e intencional que, num processo educativo, busca construir uma relação (embora contraditória) dialética com seus interlocutores, relação na qual todos ganham, uma vez que todos buscam suas libertações. São relações, em fim, que partem do subjetivo para tomarem corpo na objetividade, e porque são dialéticas, tornam-se solidárias. Segundo Freire, a educação é um processo comunicativo e dialógico e passa pela idéia de um encontro entre interlocutores que constroem conhecimentos, ensinam e aprendem, de modo simultâneo.

fonte: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/879160

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

PROJETO SALA DE LEITURA - "DA EMOÇÃO DE LER A DESCOBERTA DO PRAZER"

Alunos participantes do projeto Biblioteca 2013
Alunos no ambiente da Biblioteca escolar

Para os alunos que gostam de ler, teremos a implantação no ambiente escolar do PROJETO SALA DE LEITURA que foi aprovado pela Diretoria de Ensino, conforme o link abaixo:

http://decampinasleste.edunet.sp.gov.br/ATRIBUICAO/classificacao-projetospasta/

I – APRESENTAÇÃO

      O presente projeto de sala de leitura intitulado” Da Emoção de ler  a descoberta do prazer “ tem a pretensão de contribuir para a formação de alunos leitores, críticos e participativos,  capazes de interagirem em sua realidade na condição de cidadãos consciente de sua atuação na sociedade, entendida como pré condição do exercício pleno da cidadania.

A Escola ESTADUAL OROSIMBO MAIA sempre se preocupou em desenvolver uma educação verdadeiramente comprometida com o ensino de qualidade para todos. No entanto, nem todos os educandos estão conseguindo concluir o ano letivo desenvolvendo uma leitura fluente e compreendendo aquilo que estão lendo com segurança e autonomia.

 Creditamos, assim, que a implementação deste projeto vem favorecer significativamente o processo ensino-aprendizagem visto que se propõe a colaboração para o estímulo da leitura e escrita no interior do espaço escolar e, conseqüentemente, melhorar o desempenho (rendimento) dos alunos em outras disciplinas, já que a leitura está inserida em todo o processo de ensino e no dia a dia dos educandos.

Envolver os alunos cada vez mais no universo que é a leitura de uma forma prazerosa requer muita disposição e compromisso por parte daqueles que desejam construir uma sociedade mais justa e humana. Entretanto, isso exigirá engajamento profundo de muitos: Professores, alunos, pais e comunidade de modo geral, parceiros nessa luta por uma educação de qualidade para todos segurando assim o que dispõe a lei em vigor (LDB nº 9394/96 art. 32 que visa “O desenvolvimento da capacidade de aprender tendo como meio básico o pleno desenvolvimento da leitura, da escrita e do cálculo”).

 II - JUSTIFICATIVA
            Sabe-se que a leitura é algo imprescindível para todos. No entanto, muitos ainda a encaram como um “bicho de sete cabeças”, visto que não conseguem entender, compreender e interpretar o que lêem.

            “Aprender a ler é antes de tudo aprender a ler o mundo, compreender o seu contexto, não numa manipulação mecânica de palavras, mas numa relação dinâmica que vincula linguagem e realidade. Ademais, a aprendizagem da leitura é um ato de educação e educação é um ato profundamente político.” (Antônio Joaquim Severino)

         Ao  observar à afirmação do referido autor, fica claro que não é possível pensar a educação desvinculada da leitura, pois é esta uma ferramenta de suma importância/indispensável pois compreendemos que através da leitura os educandos terão várias possibilidades de adquirir conhecimento, informação, lazer, cultura e integração social, possibilitando transformações tanto individuais como coletivas. Ademais, a leitura e a escrita são valores importantes para o homem tornar-se cidadão consciente de seu discurso e do poder que tem. Sem esses valores tão indispensáveis nos tornamos seres incapazes de exercer plenamente nossa cidadania.

     Ao olharmos para o interior de nossa escola, podemos observar que muitos de nossos alunos, lêem pouco ou quase nada. Ora, tão importante quanto ler, é compreender o significado do texto lido.

       Há grande queixa por parte dos professores sobre o desinteresse que muitos alunos expressam quando a atividade envolve a leitura, pois muitos decodificam palavras sem a preocupação de entender realmente o que se está lendo. E isso reflete negativamente no baixo rendimento do aluno e, conseqüentemente, na qualidade do ensino.

            O projeto “Da Emoção de Ler, a Descoberta do Prazer” vem com a intenção de proporcionar aos nossos educando condições reais de interação ao mundo letrado, aonde estes venham a descobrir que a leitura traz prazer e emoção aquele que ler. No entanto, não basta apenas se ter a consciência de que a leitura é indispensável à formação do homem, é necessário criar meios para que o ato de ler venha se tornar uma realidade concreta na vida desse indivíduo.


Sabemos, assim, que não será uma tarefa fácil. Mas uma luta constante que exigirá esforço e empenho coletivo por parte dos nossos alunos, professores e, pais de nossa instituição os quais, juntamente conosco, estimularão os educandos a se envolver cada vez mais a fim de assegurar, a estes, as condições essenciais para o desenvolvimento e exercício da sua cidadania.

Então, para que isso ocorra de fato, é de fundamental importância que a escola se veja como instituição responsável por despertar no aluno o interesse e o prazer pela leitura e mais, que ela seja um exemplo de leitor, isto é, que todos os sujeitos envolvidos no espaço escolar tenham comportamento leitor, para que possam estimular aqueles que ainda não têm tal hábito. É necessário também buscar formas de conscientizar as famílias dos educandos para a importância do ato de ler e quem sabe até, tornar aqueles pais que são indiferentes à leitura, em pais leitores. Portanto estimular alguém a ler exige esforço, requer parcerias e compromisso sério por parte de todos os envolvidos no processo educacional.

 III – OBJETIVOS:

            GERAL: Desenvolver habilidades relacionadas à leitura, interpretação e produção de texto estimulando no educando o gosto pela leitura e escrita, ampliando o conhecimento lingüístico e cultural dos mesmos, contribuindo dessa forma, na formação de valores e para a construção da cidadania.

       ESPECÍFICOS:

1-     Despertar o interesse  e o gosto pela leitura e escrita estimulando o hábito diário da leitura.

2-     Ampliar o repertório literário dos alunos por meio da leitura diária.

3-     Conhecer e identificar textos diversos (literários e não literários)

4-     Identificar e relacionar os diversos gêneros literários.

5-     Possibilitar um maior contato entre criança e livro.

6-     Desenvolver atividades interdisciplinares, dialogando com as mais diversas áreas do conhecimento, levando a percepção de que o desenvolvimento de habilidades de leitura e escrita é uma atribuição de todos.

7-     Possibilitar momentos de integração e interação com outras salas como a de informática através da divulgação dos acervos literários da sala de leitura,etc

8-     Divulgar e criar campanhas para estimular os empréstimos de livros.

9-     Elaborar junto com o educando projetos ligados aos temas transversais, visando à discussão dos mesmos e a culminância em eventos da escola: Festival Cultural e outras apresentações.

10-  Relacionar os textos lidos com a vida diária.

11-  Promover momentos de socialização levando o educando a expressar seus sentimentos, experiências, idéias e opções individuais ( elaboração do contrato didático).

12-  Proporcionar aos educandos leituras literárias e oficinas de redação, para o desenvolvimento  da oralidade e da produção textual.

13-  Desenvolver o senso crítico a partir dos livros lidos e relidos.

IV – PÚBLICO ALVO:
- Alunos de 2º ao 5º ano.
- Pais e funcionários da escola  

V – META:

O projeto tem como meta alcançar pelo menos 80% dos alunos, estimulando-os a desenvolver o gosto e o prazer pela leitura através do interesse revelado nos empréstimos, nas freqüências e participações das atividades propostas pela sala de leitura.
VI – PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:

       As propostas metodológicas do projeto serão desenvolvidas durante todo o período letivo e envolverão as seguintes atividades:

·         Levantamento dos recursos disponíveis

·         Planejamento das ações ( dinâmica de sala de aula)

·         Levantamento dos alunos que apresentam dificuldade na leitura através da aplicação de teste diagnóstico individual

·         Apresentação do Projeto a comunidade escolar

·         Rodas de conversas

·         Apresentação e esclarecimento de dúvidas para os alunos da sala de leitura

·         Reconhecimento do espaço da sala de leitura e dos acervos existentes

·         Construção coletiva do Contrato Social ( regras de convivência)

·         A Hora dos Vídeos

·         Exposição oral e escrita das leituras lidas e ouvidas articuladas a vivência diária

·         Divulgação dos acervos literários para o empréstimo de livros

·         Instauração da sala de leitura itinerante, para o professor de sala de aula regular, com exemplares de livros e revistas para a hora do conto e empréstimos e assim estimular a leitura.

·         Gincana da leitura (dia do livro)

·          Reescrever textos lidos e ouvidos

·         Produção de texto através da escrita e do desenho

·         Oficinas de leitura.

·         Debate sobre leitura.

·         Oficina de redação

·         Biblioteca itinerante.

·         A hora do conto.

·         Sarau de poesias.

·         Fazendo poesia: varal.

·         A poesia invade sua sala.

·         Teatro de fantoches abordando temas transversais.

·         Dramatização (datas comemorativas).

·         O dia da leitura na escola (pais e alunos).

  • Recontar estórias utilizando a modalidade oral.
  • Resumir estórias utilizando a modalidade escrita.
  • Ler textos em voz alta, observando a importância da entonação e pontuação para a compreensão do mesmo.
  • Ler um livro infantil em voz alta, dramatizando o mais possível as vozes das personagens, a fim de que o aluno perceba que há variações nas vozes quando se faz uma pergunta, quando se exclama, quando há ódio, amor, inveja, etc.
  • Ler trechos de poesia ou outro estilo literário, alternando com o professor ou outro colega.
  • Observar as situações descritas nos textos e compará-las com o cotidiano, possibilitando ao aluno uma reflexão em relação à própria vida.
  • Criar textos escritos em dupla ou individualmente e apresentá-los aos demais colegas sob forma de seminário.
  • Auto-avaliação
  • Estabelecimento de contato (hora pedagógica) entre professor da sala de leitura e professor da classe regular para troca de informação e experiência.

 OBS: Tais atividades poderão ser programadas para terem sua efetivação nos eventos promovidos pela escola, como o dia do livro, a festa do dia das mães,gincanas, festival cultural ou em sala de aula com apresentação para os demais alunos da escola.

VII I – RECURSOS HUMANOS:

·         Professores lotados na sala de Leitura;

·         Professores de classes regulares e de Ed. Física (2º ao 5º ano);

·         Alunos(2º ao 5º anos), pais e funcionários

·         Alunos voluntários da ERC Cristo Redentor de 8ª série Projeto “ Monitores da Alegria”

·         Parcerias ( autoridades governamentais e não governamentais )


IX– AVALIAÇÃO

       Ocorrerá ao longo de todo o ano letivo. Será processual e continuada. A cada etapa do projeto haverá a observação do envolvimento e interesse dos alunos e professores nas atividades propostas que serão registradas nos arquivos da sala de leitura sendo discutidos coletivamente os avanços e as dificuldades durante o processo ensino-aprendizagem.
X - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

_SEVERINO, Antonio Joaquim. Filosofia da Educação: Construindo a Cidadania. Ed. FTD, 1994. 
_Caderno AMAE-Pedagogia de Projetos. Belo Horizonte: Fundação Amae para educação e cultura. Outubro, 2000. Edição Especial.

 _SOARE, Magda. Linguagem e Escola: uma perspectiva social. São Paulo, Ática, 1986.
_Revista Nova Escola. Ed. Abril. Dez/2005.

_LIBANEO, José Carlos; OLIVEIRA, João Ferreira; TOSCHI, Mirza Seabra. Educação Escolar: Políticas estrutura e Organização. 2ª ed. São Paulo: Cortez, 2005.
_Parâmetros Curriculares Nacionais: Fáceis de Aprender. Revista Nova Escola. Edição Especial.

_KLEIMAN, Ângela B. & MORAIS, Silvia E. Leitura e interdisciplinaridade: tecendo redes nos projetos da escola. Campinas, SP: Mercado das Letras,1999.
_ROSSINI, Maria Augusta Sanches;Aprender tem que ser gostoso...Editora Vozes, 2ª Edição. 

Alunos participantes do Projeto Biblioteca no ano de 2013